sexta-feira, 13 de abril de 2018

Vidinha de Balada

Tom estava respondendo um e-mail pelo celular, quando Francesca passou para sentar ao seu lado. Tom a puxou pelo braço e a colocou em seu colo.

"Dormiu bem?" Tom perguntou encostando a boca em seu ouvido.

"Uhum." Francesca murmurou e descansou o rosto em seu pescoço.

Tom beijou sua cabeça carinhosamente e voltou a sua atenção ao e-mail. Quando terminou, ele colocou o celular de lado e voltou a sua atenção a sua namorada.

"O que você quer fazer hoje?" Ele disse apertando ela em seus braços.

"Ficar aqui com você." Francesca respondeu o abraçando de volta.

"A gente podia sair pra dançar." Tom sugeriu inocentemente e Francesca o olhou como se ele tivesse tido uma péssima ideia.

 "Você dançando?" Ela perguntou cética.

"Ta duvidando?" Tom brincou com namorada.

"Não, nem pensar." Francesca respondeu no mesmo bom humor.

"Fique sabendo que o seu namorado é o rei do sertanejo universitário." Tom falou pretensioso.

"Prova." Francesca o desafiou.

"Eu não. Minha palavra tinha que bastar." Tom enrolou.

"Então meu namorado, rei do sertanejo universitário, não vai fazer uma dancinha pra mim?" Francesca fingiu estar chateada.

"Quando você coloca assim..." Tom fingiu ponderar.

"Eu quero ver agora."  Francesca pegou o celular do próprio Tom e colocou numa playlist de sertanejo universitário.

Começou a tocar a música Ficadinha de Henrique e Diego.

Oi?
Quem é?
É o amor da minha vida
Mentira!
Cachaça não fala
Nem toca a campainha (...)

Tom começou a dançar fazendo graça e Francesa começou a rir.

"Maravilhoso!" Francesca piscou um olho e fez sinal de aprovado com a mão (👌), e Tom foi até ela e a puxou pra dançar com ele.

"Achou que ia se safar?" Tom falou em seu ouvido, balançando ela pra lá e pra cá.

"Oi?" Francesca perguntou sem entender ganhando uma risada de Tom.

"Quem é? Ta rã rã rã rã rã" Tom debochou cantarolando a letra da música, ainda dançando com ela nos braços.

Francesca gargalhou e os dois continuaram dançando na sala daquele pequeno apartamento.

domingo, 25 de março de 2018

Fixing things on your birthday

Era dia 24 de março de 2018, Bradley chegou no lugar de destino com seu filho e bateu na porta com cuidado, se certificando que não estava fazendo muito barulho.
Emma atendeu a porta.


"Finalmente chegaram." Emma disse ao ver Bradley e Brian.

"Eu tive que parar no mercado pra comprar as coisas que você falou que tava faltando." Bradley se explicou.

"E meu pai demorou um tempão se arrumando." Brian disse dando ênfase na palavra tempão.

"Exagero dele." Bradley riu sem graça.

"Aham." Emma olhou o padrinho desconfiada.

"Toma aqui a sua blusa." Bradley entregou um pacote transparente com uma camisa dentro e entrou na casa com Brian. Foi aí que Emma reparou na roupa que os dois estavam usando.

"Time da Chastain?" Emma torceu o nariz. "Que brega!" Ela reclamou.

"Custou cinquenta reais então você vai usar." Bradley respondeu autoritariamente.

"Tem nossos nomes atrás também que nem dos jogadores de futebol." Brian falou animado, virando de costas pra Emma ver.


"A camisa oficialmente ficou ainda pior." Emma resmungou.

"Coloca a sua blusa que eu vou fazer a massa das panquecas." Bradley avisou a afilhada.

"E eu faço o cartaz!" Brian falou abrindo a mochila e pegando suas colas coloridas.

"Coloca jornal debaixo do cartaz pra não sujar o chão da dinda." Bradley alertou o filho e Brian assim o fez.

Tudo estava dentro do planejado, Bradley tinha conseguido fazer Emma usar a camisa, as panquecas estavam prontas e o cartaz de parabéns do Brian já estava preso na parede.

Emma estava espremendo laranjas para fazer suco, Bradley preparava torradas e Brian decorava as panquecas. Até que Jessica acordou e encontrou os três fazendo um super café da manhã, estragando o plano, dela ser surpreendida na cama.

"O que é tudo isso?" Jessica perguntou se aproximando dos três.

"Feliz aniversário!" Emma e Brian desejaram em unisom e foram até Jessica abraçá-la.

"Meus amores, não precisava!" Jessica disse beijando o rosto de cada um de seus afilhados, pegando o Brian no colo e abraçando Emma com o outro braço.

"Olha o que a gente fez." Brian apontou pra mesa. "A gente ia levar pra você na cama, mas você acordou e estragou a surpresa." Brian falou como se tivesse dando bronca em sua madrinha.

"Mas eu estou surpresa! Obrigada." Jessica disse sinceramente, ela realmente não esperava acordar com aquilo.

Bradley olhava a cena da ex mulher com as crianças extremamente satisfeito. Ele discretamente tirou uma foto dos três para guardar de recordação. Ele estava analisando as fotos que acabara de tirar e não percebeu quando Jessica se aproximou.

"Não acredito que além de você invadir a minha casa, ainda fez as crianças usarem isso." Jessica disse sorrindo se referindo a camisa realmente brega do Time da Chastain.

"Culpado." Bradley disse um pouco sem graça.

"Obrigada." Jessica abraçou Bradley, pegando o diretor de surpresa. Ele colocou seus braços em volta de Jessica e apertou ela pra si. Essa tinha sido uma reação automática de Bradley, seu corpo reagia a ela primeiro que seu cérebro.

"Feliz aniversário." Bradley falou ajustando o rosto no cabelo da Jessica que cheirava a baunilha.

O silêncio posterior dos dois, era preenchido com a discussão de Emma e Brian.

"Chega de calda. Você vai ficar diabético com tanto açúcar." Emma chamou a atenção do garoto.

"Mas eu gosto com muita calda de chocolate." Brian disse entornando mais calda na panqueca.

"Me dá isso!" Emma disse arrancando a calda da mão do menino.

"Devolve!" Brian gritou tentando pegar o frasco de volta.

"Não." Emma disse ignorando o menino puxando o braço dela.

"Deixa de ser chata." Brian disse ainda na luta de pegar a calda de volta.

A discussão dos dois chegou no ouvido de Bradley e Jessica, fazendo o diretor ter que intervir.

"Sem brigas na mesa." Bradley repreendeu suas crianças, se sentando para tomar café, enquanto Jessica fazia o mesmo.

"Ela que começou." Brian se defendeu e Emma revirou os olhos.

"Não quero nem saber quem começou ou o porque da briga." Bradley disse  pegando o prato de Brian pra cortar a panqueca dele em pedaços para o menino poder comer. "Pra que tanta calda?" O diretor perguntou ao ver o prato do filho.


Quando os Cooper-Chastain's terminaram de tomar o café da manhã, Jessica levantou para recolher a mesa e lavar a louça. Mas Bradley logo se pôs a frente e impediu a aniversariante de fazer as tarefas domésticas.

"Não, não, não. Eu fico com a louça." Bradley falou como se não aceitasse ser contrariado.

"Mas vocês já tiveram o trabalho de preparar o café, nada mais justo que eu fique com a louça." Jessica argumentou.

"Hoje você não trabalha por aqui. E mais, você tem que se arrumar. Eu vou levar vocês pra dar uma volta e mais tarde pra almoçar." Bradley informou.

"Eu não acho que é uma boa ideia." Jessica hesitou.

"Não se preocupe, eu sei que você tem que ta aqui cedo pra jantar com o Júlio César." Bradley falou com um gosto amargo em pronunciar o nome do namorado da ex, achando que talvez fosse pelo jantar que Jessica estava relutante.

"Não é isso." Ela negou.

"Então o que é?" Bradley perguntou confuso.

"Nada, deixa pra lá." Ela se rendeu. "E vocês vão assim?" Jessica perguntou rindo.

"O que é que tem ir assim?" Bradley falou olhando pra própria camisa e fingindo não achar nada de incomum nela. "Ah, com essa camisa? Bom, eu ouvi falar que essa tal de Chastain ta na moda." Bradley disse brincando com a ex.

"Sempre muito engraçadinho você." Jessica disse rindo mais da fofura do que da piada do ex.

"Eu sei. Comprei um livro novo de piadas pra renovar o estoque." Bradley falou no mesmo tom bem humorado.

"Você não falou que ia lavar a louça? Vai lá." Ela disse colocando o pano de prato no ombro dele.

"Sim senhora." Bradley respondeu debochadamente e foi cuidar da louça.

Jessica foi pro seu quarto se arrumar pra sair com a família. Ao pensar na palavra família, a realidade a atingiu como um meteoro. Quem ela queria enganar? Aquela não era a família dela, a não ser a Emma, mas ainda assim, ela pertencia a outras pessoas. Por mais que aquela manhã estivesse sendo perfeita, sendo tudo o que ela sempre sonhou, aquilo não correspondia a realidade dela. 

Ela não tinha um marido, e nem filhos para chamar de seus. Ela não tinha nada e aquilo tudo uma encenação para ela achar que tinha  uma vida feliz quando não tinha. A vida que ela poderia ter tido se não tivessem tirado dela dela a força.

De alguma forma ter tudo aquilo que ela sempre quis por alguns minutos, fez ela se sentir pior do que ela se sentia previamente. 

Jessica enxugou as lágrimas que tinham se agrupado em seus olhos e chamou pela afilhada.
Emma entrou no quarto. 

"Oi." A ruiva disse ao entrar no recinto. 

"Eu quero que você mande o Bradley e o Brian embora." Jessica avisou a menina sem realmente olhar pra ela. 

"O quê? Por quê?" Emma olhava a madrinha confusa. 

"E eu quero que você vá com eles também. Eu te busco mais tarde." Jessica falava analisando uns papéis do trabalho. 

"Mas, por quê? Hoje é o seu aniversário e a gente quer ficar com você." Emma disse se aproximando da madrinha. 

"E você já parou pra se perguntou o que eu quero? Você não tinha nada que ter deixado seu padrinho vir aqui e fazer aquilo tudo nas minhas costas." Jessica falou brava. 

"Foi nas suas costas porque era pra ser surpresa. Por que você ta agindo assim?" Emma perguntou segurando a frustração. 

Essa era a pergunta que Bradley mais fazia pra ela na reta final do casamento. A cara da Emma também era a réplica a de Bradley naquele momento. 

"Porque eu não pedi por nada disso! Agora vai com seu padrinho e me deixa aqui que eu tenho muito trabalho pra fazer." Jessica disse seca e Emma assentiu e deixou o quarto. 


Jessica começou a chorar em cima do travesseiro. 

"Minha madrinha quer que a gente vá embora." Emma avisou ao padrinho, obviamente chateada. 

"Como assim?" Bradley perguntou sem entender. 

"Ela odiou a surpresa. Não quer a gente aqui. Disse que tem que trabalhar." Emma falava nervosa. 

"Calma, não precisa ficar assim. Seu dindo vai falar com ela e vai resolver esse mal entendido." Bradley falou segurando o ombro da afilhada e ela assentiu. 

Bradley bateu na porta do quarto da ex. 

Jessica imediatamente começou a enxugar as lágrimas e a se ajeitar. 

"Entra." Jessica gritou quando achou que estava decente o suficiente. 

Bradley entrou e fechou a porta. "Ta acontecendo algum coisa? A Emma veio até mim assustada, dizendo que você não queria a gente aqui."

"Emma entendeu errado. Não é que eu não queira vocês aqui, é que eu lembrei que eu tenho uns documentos de um caso que eu tenho que revisar até amanhã." Jessica mentiu. 

"Não minta pra mim Jess, eu te conheço! Você sempre faz isso, você afasta as pessoas que se importam com você." Bradley disse colocando pra fora também, antigas mágoas. 

"Impressão sua." Jessica disse fingindo analisar os documentos. 

"E o que você ta fazendo agora?" Bradley perguntou com a voz mais alterada. 

"Eu já disse." Jessica respondeu com uma frieza que tirava Bradley do sério. 

"Você vai me dizer de novo olhando nos meus olhos." Bradley foi até ela e segurou o rosto dela com força pra ela não poder se desviar dele. 

"Eu poderia te processar por isso." Jessica falou com raiva. 

"Então me processa! Mas eu não vou te soltar até você responder minha pergunta." Bradley falou alterado. 

Bradley gritava sem notar, podendo ser ouvido na sala. 

"Eles estão brigando?" Brian perguntou abraçando Emma. 

"Não, eles só estão conversando alto." Emma respondeu acariciando a cabeça de Brian. 

"Não sei porque nossas famílias brigam tanto." Brian falou sabendo que Emma mentira pra ele. 

"Todas as famílias brigam, a nossa só um pouco mais que o normal." Emma respondeu ao menino. 

"Responde!" Bradley falou mais uma vez. 

"O que você queria? Que eu brincasse de família feliz com o meu ex marido, o filho dele com outra mulher e a Emma? Você não percebe o quão patético e deprimente isso é? Depender da caridade do meu ex marido pra não ficar sozinha no meu aniversário como eu já passei tantos anos." Jessica falou nivelando o tom de voz ao dele. 


Bradley foi pego de surpresa. "Não é verdade, você sempre recebe gente na sua casa." Bradley sabia porque sempre interrogava a Emma no dia seguinte sobre o como tinha sido o aniversário de Jessica.
 
"Sim, à noite. Mas o resto do dia eu passava sozinha." Jessica retrucou.

Bradley soltou o rosto da esposa e a fitou com tristeza nos olhos. 

"Só, vai embora." Jessica disse desviando seu rosto do seu ex marido. 

"Não." Bradley disse firme. Leo vindo na sua cabeça com seu conselho.que havia dado em sala.


"Como assim não?" Jessica perguntou com raiva. 

"Como assim você não sabe o que é não?" Bradley falou desafiador. 

"Sai daqui Bradley!" Jessica falou mais uma vez, impaciente, empurrando ele.

"Não." Bradley manteve a postura. 

"Sai daqui, vai embora, sai daqui!" Jessica socava o Bradley com as duas mãos para fazê-lo ir embora e ele permanecia imóvel. 
"Sai daqui." Jessica disse mais uma vez, já sem forças, lágrimas deixando seus olhos.. 

Bradley a abraçou e Jessica desabou a chorar em seus braços. 

Ele também estava com olhos marejados. 

Naquele momento, ele percebeu que tudo o que ele tinha que ter feito era ter sido firme com ela. Ele a segurou com mais força, sem nenhuma intenção de soltá-la tão cedo. 

PS: A festa de Jessica ainda vai acontecer, ela não foi marcada no mesmo dia do aniversário. 

THE END.

terça-feira, 20 de março de 2018

Briga de marido e mulher, Andrew mete a colher

Depois de conversar com bastante gente, Antonella se deu conta de que John havia sumido. Ela o procurou em todos os lugares, tendo sua busca interrompida várias vezes por pessoas elogiando seu trabalho, até que o encontrou no salão de entrada da galeria. Ele estava de costas para ela, quando a loira falou aliviada:
- There you are!
Mas ao ver a feição raivosa do marido ao se virar para ela, perguntou assustada:
- Aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu alguma coisa? Você ainda tem coragem de me perguntar se aconteceu alguma coisa? - Indagou John alterado - Aconteceu sim! Acontece que eu to p**o com esse papel de idiota que eu to fazendo!
- Do que você ta falando?
- Daquela m***a de poema que ta naquele seu quadro! Foi ele quem escreveu, não foi?
Antonella ficou em silêncio, com os olhos arregalados.
- Responde! - Exigiu ele mais alto, mas ao perceber que a italiana ficaria quieta, prosseguiu - Foi ele sim, eu sei que foi ele. Eu escutei ele falando pro Asa. E você nem se deu o trabalho de me falar que o seu ex ia escrever um poema de amor na p***a do teu quadro, né, Antonella?
- Eu achei que não era nada demais. - Respondeu a mulher acuada.
- Nada demais? Nada demais? Aquilo é um ode pros dois juntos e você chama aquilo de nada demais? - Continuou John aborrecido.
- Não, não, não! Ele não escreveu aquilo pra mim. Aquilo é pro Asa! - Tentou se explicar Antonella.
- Olha, eu já to no meu limite! Eu tenho que aceitar que a minha filha e o Asa estudem na escola que ele trabalha, tenho que aceitar que você e ele passem tempo juntos por causa da psicóloga, tenho que aceitar os dois dando aula juntos, porque você quer fazer parte da comunidade escolar e agora tenho que aceitar que vocês são amiguinhos de arte que fazem pinturas e poemas de amor juntos?
- Foi uma homenagem ao Asa! Eu achei que ele iria gostar se visse algo que o pai dele e eu fizemos pra ele. A psicóloga achou...
- A psicóloga o cara***! E eu e a Crystall, hein? Como a gente fica?
- Essa exposição toda é pra vocês. Eu fiz um monte de quadro pensando na gente, na nossa família.
- Mas não me chamou pra fazer parte disso.
- Como não? Você estando aqui, você é parte disso!
- Eu não aguento mais, Antonella! Isso é demais pra mim!
- John - Disse a artista se aproximando dele - Eu te amo e eu to com você. Andrew e eu já estamos separados há anos.
- Mas agora estão mais juntos do que nunca!
- Licença - Interrompeu Andrew entrando no recinto - Eu só vim avisar que eu já to indo com as crianças, mas... Bem, eu não pude deixar de ouvir a discussão de vocês e desculpa por me intrometer assim, mas Antonella, você não contou a ele sobre o poema?
- Eu ia contar, mas...
- Típico! - o professor a cortou - Vejo que você não mudou nada. Continua se colocando em primeiro lugar, nem aí pro sentimento alheio. Felizmente me livrei disso. - Falou o professor aliviado.
Antonella o olhava horrorizada. John, então, se dirigiu a Andrew com raiva:
- Não fala assim dela! Quem você pensa que é pra falar algo sobre ela?
- O ex-marido! - Respondeu Andrew aparentemente calmo - Cara, eu conheço a peça já e pra falar a verdade, eu to do seu lado. Não precisa ficar irritado comigo, parceiro. O problema é que ela só quer ser uma boa artista e não uma boa esposa. - E falando mais baixinho ele constatou - Até mãe, às vezes.
- Cara, do que você ta falando? Foi só um poema!
- Que visivelmente te incomodou. As m**das dela começam assim: primeiro são coisas pequenas e depois vão ficando cada vez maiores. A verdade é que o tempo passa, mas em vez de amadurecer, ela continua uma esposa de m**da!
- Sai daqui! - Gritou John raivosamente - Sai daqui, agora, seu filho da p***!
Andrew saiu do local, enquanto John foi abraçar uma Antonella visivelmente abalada. No corredor, o inglês virou e viu a cena. Antonella, que olhava na direção de Andrew, sussurrou:
- Obrigada!
Ele assentiu a cabeça e foi até o salão principal buscar Crystall e Asa para a reunião na casa do Carlisle.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

She's got a boyfriend anyway

Carlisle estava no Centro para o "VI Encontro dos Ginecologistas do Rio de Janeiro". Terminado o evento, o professor se dirigiu até a Confeitaria Colombo com a finalidade de comprar madrilenhos para a família. Enquanto esperava a atendente trazer seu pedido, seus instintos lhe disseram que havia alguém atrás dele sorrateiramente pronto para atacar. Sentindo que não era uma ameaça grave, continuou com a mesma postura de espera. De repente, sentiu duas mãos tapando seu rosto e sorriu. Só do cheiro do perfume Coco Mademoiselle, ele sabia de quem se tratava.
- Giovanna! - Constatou Carlisle.
- Como você sabe? - Perguntou ela surpresa, tirando as mãos dos olhos do médico.
- Pelo cheiro. - O professor se virou até ela ainda com um sorriso no rosto - Você continua usando o mesmo perfume.
- É verdade, mas mesmo assim, continua sendo impressionante.
- Tudo bem? - Perguntou Carlisle a abraçando e dando um beijo em seu rosto.
- Tudo e você? - Falou Giovanna ainda dentro do abraço.
- To bem também. - Respondeu o teacher desfazendo o abraço.
- E o que você ta fazendo aqui?
- Teve um encontro de ginecologistas aqui no Centro, aí eu aproveitei pra comprar madrilenho pro pessoal lá de casa. Nem sei se eles gostam disso, na verdade, mas me disseram que é bom.
- É bom mesmo!
- E você?
- Aqui estão seus madrilenhos. - Interrompeu a atendente.
- Obrigado! - Agradeceu Carlisle apanhando o pacote.
- Hoje também teve uma conferência para os cirurgiões do Rio.
- Aqui também?
- Não, não. Foi no Centro de Convenções Sulamerica, mas eu aproveitei pra passar aqui e tomar o chá das 17 horas daqui que é maravilhoso. Me acompanha?
- Claro!
- Ainda ta de dieta?
- Eu fui uma criança muito gorda, mas não, eu não to de dieta. Na verdade, nunca estive. Eu chamo de reeducação alimentar.
Giovanna revirou os olhos e sorriu. Os dois foram até a mesa e começaram a conversar. Durante o papo, a mãe de Zac disse, após bebericar seu chocolate quente:
- Eu soube que você se divorciou.
- Ah sim! É verdade! Eu me divorciei.
- Foi difícil?
- Sempre é, mas a gente conseguiu superar bem.
- Que ótimo!
- Mas e você? Você ainda ta com o...
- Não!
Comprensão dos lábios, afastamento do interlocutor, tom de voz mais agudo: mentira!
- Ah, que pena! - Disse Carlisle fingindo comoção.
- É! - Giovanna olhou para baixo e depois olhou de volta para Carlisle - Acontece que ele me pediu em casamento e eu não quis, porque eu não quero outro homem dentro de casa, não para isso, sabe? E tem o Zac também e eu não queria isso pra ele. Aí a gente até continuou, mas depois percebemos que não estava mais dando certo.
Carlisle estava desconfiado. Durante a história, ela não tinha exibido nenhum sinal de mentira, a não ser no começo quando ela olhou pra baixo. Parecia que havia algum fundo de verdade naquilo. Provavelmente os dois terminaram, mas ainda tinham recaídas.
- Caramba, Giovanna, que montanha-russa.
- Pois é!
- Faz muito tempo isso?
- Mais ou menos.
- E você ta triste? Quer dizer, vocês ficaram muito tempo juntos.
- Pra falar a verdade não! - Respondeu Giovanna sinceramente - Acho que eu nunca gostei muuuuito dele. - Percebendo que podia ter soado errado o que disse, a médica prontamente se corrigiu - Assim, não me leve a mal, ele era legal e eu gostava dele, mas sabe quando falta o clique?
Carlisle assentiu com a cabeça e falou meio pensativo:
- Sei!
***
Os dois conversaram bastante, relembraram do tempo em que trabalharam juntos, contaram histórias engraçadas sobre os filhos, até que saíram do estabelecimento para retornarem às suas casas. Carlisle ofereceu carona para Giovanna, que estava sem carro e havia se locomovido até então de Uber. Ao chegarem na porta da casa dela, o Cullen falou:
- Prontinho!
- Obrigada pela carona. Foi bom te ver, Carlisle!
- Também gostei muito de te ver.
Os dois se olharam. Giovanna lambeu discretamente os lábios. Ela queria beijá-lo e o professor sabia disso! Ela, então, se aproximou e deu um abraço em Carlisle. Por fim, se dirigiu à porta, mas antes de abrir, ele a chamou:
- Giovanna?
Ela se virou para ele. O psicólogo tirou o cinto de segurança e a beijou. Depois de um curto tempo, ele interrompeu o beijo e perguntou:
- Você quer ir pra outro lugar?
- Quero! - Respondeu a médica animada, mordendo rapidamente e discretamente os lábios.
***
23h22min Giovanna chegou em casa. Zac estava no sofá vendo tv. Quando viu sua mãe, perguntou:
- Foi bom o treco lá dos cirurgiões?
- Foi! Foi bom sim! - Respondeu ela com um grande sorriso no rosto.
A cirurgiã então se dirigiu para as escadas para trocar de roupa, quando o filho gritou:
- Ah, o Johnny tava aqui, mas como você demorou, ele acabou indo embora.
Gio arregalou os olhos e gritou:
-Ok!
Mas em seguida sussurrou:
- M**da!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

I'm going back to the start



Ryan Gosling e Rachel McAdams estavam sentados em silêncio no sótão da casa de Matt Murdock, depois de terem sidos trancados lá por Jessica Jones. Acontece que os quatro faziam parte do mesmo grupo do projeto de ciências, mas por causa da divergência dos dois primeiros em relação ao rumo do trabalho, a brigona da atual 6ª série decidiu prendê-los em um lugar que não pudessem mais irritá-la.
Depois de algum tempo sem que nenhum som saísse da boca de ambos, Ryan, entediado, começou a assoviar a música folclórica “Fui ao Tororó”. Rachel, ao ouvir aquele barulho irritante, revirou os olhos e perguntou aborrecida: 
“Dá pra parar?”
“O quê?” Ryan indagou, interrompendo seu assovio.
“Eu pedi pra você parar com isso!” Falou a garota bastante irritada.
“Ah ta.” O loiro fez uma curta pausa até continuar: “Não, obrigado!” E voltou a assoviar.
Rachel bufou, cruzou os braços enraivecida e afirmou:
"Você só ta fazendo isso pra me irritar!"
"Acontece que ao contrário do que você pensa, minha vida não gira em torno de você!" Retrucou o garoto.

"Ah é?" Questionou a garota debochadamente: "Pois não parece."
Ryan riu sem humor: "Bem que você queria..."
"Eu??? Querido, graças a você, eu to presa nesse sótão imundo..."
"Graças a mim???"
"(...) com uma pessoa tão imunda quanto, então tenha certeza que..."
"Sério mesmo??? Não foi você que ficou irritando..." 
"(...) se eu pudesse me livrar de você..."
"(...) todo mundo como uma pequena Hitler?"
"(...) já teria me livra... Pequena Hitler?" Rachel riu sem humor: "Você que é um preguiçoso, que quer fazer o trabalho igual essa sua cara de...  essa sua cara de um troço..." 
"Um troço?!"
"É, um troço ruim e..."
"E o quê?" Perguntou Ryan desafiadoramente.
"(...) E-e-e feio... E estranho...”
"Nossa, Rachel, você parece a minha avó xingando." Debochou Ryan.
"Se eu fosse a sua mãe, eu iria chorar todo dia 'Nossa, meu filho é ridículo e tão desagradável. O que eu fiz pra merecer isso?'"
"Pelo menos eu não sou um mimadinho que precisa comprar a amizade dos outros, porque ninguém seria meu amigo por escolha própria!"
"Eu não compro minhas amizades!" Falou Rachel energicamente, cheia de raiva.
"Não?! Então por que nenhuma das suas amigas te colocou no grupo delas?" Retrucou sonsamente o garoto.
"Porque eu faltei!"
"Essa foi a desculpinha que elas te contaram? Sério? E você acreditou?"
"Você é um maldito!" Gritou Rachel empurrando ele: "Um maldito!"
"E você é completamente mimada, completamente superficial, que acha que pode mandar em todo mundo como se fosse a rainha da Inglaterra, mas adivinha só, Rachel? Você NÃO É A RAINHA DA INGLATERRA! Na verdade, você não é ninguém!"
"Seu idiota!" A morena começou a bater em Ryan, que tentava impedi-la e se proteger ao mesmo tempo: "Você é um in-fe-liz" Pontuou a garota no mesmo compasso dos socos: "E eu espero que a sua vida seja tão miserável que te faça..."
O celular de Ryan começou a tocar. Rachel se deteve e se afastou do garoto que se recompôs e atendeu a ligação:
"Alô?"
"(...)"
"Fala, mãe!"
Rachel odiava Ryan. Não havia algo que ela odiasse mais que ele. Aquela carinha enganava todo mundo, menos ela.
"Eu to no Matt fazendo um trabalho da escola, por quê?"
Todo mundo achava ele bacana, mas ela sabia o quanto ele era falso. O fato do garoto ter falado sobre as amigas dela tinha sido um golpe e tanto, que ela nem conseguiu retrucar como queria. Normalmente ela era boa em colocar Ryan para baixo, mas aquele tópico drenou suas forças.
"Ei!" Ryan falou mais alto despertando Rachel de seus pensamentos: "Você sabe o endereço daqui?"
A então rainha negou com a cabeça ainda abalada com a discussão.
"Eu ainda não sei." Respondeu Ryan: "Mãe, o que foi? Aconteceu alguma coisa?" Perguntou preocupado.
Rachel, então, começou a prestar atenção na conversa do boy.
"Você ta chorando?"
O coração de Rachel começou a bater mais forte e ela começou a olhar preocupada para Ryan no telefone.
"Não, mãe, fala agora! O que houve?"
Um longo silêncio se fez naquele lugar sombrio. Rachel viu o rosto de Ryan ficar vermelho, sua mão começar a tremer e as lágrimas iniciarem a se depositar em seus olhos, enquanto sua mãe falava. Por fim, ele falou:
"Eu vou pr'aí agora então."
A ligação foi encerrada. Rachel observava com os olhos arregalados o esforço que o menino fazia para segurar as emoções.
"Ryan?" Perguntou Rachel se aproximando dele.
"Eu preciso ir embora." Falou o garoto preocupado e com a voz embargada.
"Ok, eu vou tirar você daqui." Respondeu Rachel com o olhar preocupado colocando a mão nas costas do loiro. Ele olhou para a garota e não conseguiu mais se segurar. A morena o abraçou fortemente, sem saber o que dizer.
"Não, não, não, não..." Repetia Ryan aos prantos.
Foi aí que Rachel se deu conta. Havia sim algo que ela odiava mais que o Ryan e essa coisa era ver o Ryan triste. Todos estavam acostumados com o garoto alegre, sarcástico e brincalhão. Ver esse outro lado dele triste e perdido fazia o coração dela doer.


Foi Rachel quem pegou o celular do boy e ligou para Matt pedindo para que ele soltasse os dois de lá. Foi ela também que acompanhou o menino até o hospital em que sua bisavó estava em coma, prestes a ter seus aparelhos desligados. Rachel ficaria até mais tempo lá para dar apoio ao garoto, mas preferiu sair e deixar a família viver o luto junta. Quando chegou em casa, ela se trancou no quarto e chorou.
No dia seguinte o telefone de sua casa tocou:
“Alô?” Atendeu Rachel.
“Rachel?”
Era Ryan.
“Oi, Ryan. Você ta bem?” Perguntou a menina visivelmente preocupada.
“Já estive melhor.” Riu o menino melancolicamente e sem humor. “Olha, eu liguei pra te agradecer pelo o que você fez por mim ontem.”
“Não foi nada, de verdade!” A morena falou sinceramente. 
“Eu também queria te pedir desculpas pelas coisas que eu te disse não só ontem, mas outras vezes... Eu peguei pesado com você e você não merece isso.”
“Eu também pego pesado com você, mais do que você pega comigo, na verdade. Desculpa por ter te batido e por ter dito ontem que...” Rachel engoliu em seco “Por ter desejado que sua vida fosse miserável... Eu não quis dizer aq...”
“Não precisa se justificar, Rachel. Eu sei!”
Os dois ficaram em silêncio. Os olhos da garota estavam marejados. Ela se sentia muito culpada e muito mal por Ryan. Ela percebeu pela dor dele no dia anterior que ele e sua bisa eram muito próximos.
“Ryan?”
“O quê?”
“Posso ir no enterro?”
“Po-pode.” Respondeu o gato surpreso.
Ryan ficou comovido. O pessoal da sua turma soube do ocorrido com sua bisavó e até ligaram oferecendo suas condolências, mas ninguém pediu para ir ao enterro, o que ele entendia, já que era um momento muito pesado, entretanto Rachel tinha o surpreendido durante todo o ocorrido, por ter feito coisas além do que se esperava. Ele percebeu que a julgara mal: ela não era superficial.
***
Na escola, Rachel deixou seu apontador cair. Ryan fez questão de sair de sua carteira para pegá-lo. Para os colegas de classe aquilo era uma coisa nova. Era uma bandeira branca que havia sido levantada, mas para Gosling e McAdams, a bandeira branca já tinha sido erguida no sótão empoeirado e escuro de Matt Murdock.

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ODE À MCGOSLING


Ryan esteve por Rachel durante o divórcio de seus pais e a mudança de casa. Ele a ajudou a empacotar e desempacotar seus objetos. E eram muitos. Os dois também tiveram sua primeira experiência sexual juntos. Viajaram para a fazenda da mãe de Rachel e passaram horas rindo, deitados na rede com suas mãos erguidas e entrelaçadas. O garoto contou suas ambições. Ela, seus medos. Também passaram por situações constrangedoras, como quando Ryan foi conhecer o pai da garota e levou o filme “Resgate Explosivo”, que teve não só uma, mas duas cenas de sexo. Os três assistiram congelados e sem graças a primeira cena. Na segunda, já sentindo a direção que estava indo, Rachel saiu da sala para “beber água” e Ryan ficou com o pai dela vendo aquilo. Os dois desconfortáveis vendo um ménage desnecessário para o roteiro. O pai da menina assistiu o filme inteiro de braços cruzados e o garoto ficou nervoso, mas no final conseguiu sua aprovação. Ele gostava dos carinhos dela. Ela, de seu cheiro e seu abraço. Ele se divertia quando ela reclamava de
alguma coisa, interrompendo-a diversas vezes para dar rápidos beijos, porque simplesmente não conseguia resistir. Ela ria e se esquecia do porquê estava estressada e reclamando. Quando se lembrava, aquilo não tinha mais a mesma força que antes. Eles brigavam intensamente e faziam amor com a mesma intensidade. Terminaram uma vez, mas menos de três meses depois voltaram com a mesma paixão. Tudo durou no total lindos três anos, dois meses e 17 dias. Após isso, Ryan nunca mais se envolveu firmemente com alguém. Só casos. Rachel também nunca mais teve um relacionamento sólido e forte. Na maior parte do tempo parece entediada com seus novos namorados. Acontece que quando experimentamos o verdadeiro amor, o que vem depois evidencia mais a ausência e a falta.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Cartas para JulieBella

Hoje trazemos uma carta de um louco apaixonado por... quem adivinha? Quem falou Bella acertou! O dito cujo pediu para o blog postar a carta dele anonimamente. Esperamos que vocês curtam, principalmente você, Bella.


Bella eu te acho tão original, 
Pra mim você é a melhor garota do colégio todo, 
Ou talvez até do mundo. 
Quando eu te vi pela primeira vez, 
Eu vi algo diferente, especial. 
E desde então, você foi me conquistando cada vez mais. 
Eu amo seu estilo de quem não quer nada, 
Eu amo que você faz parte do mesmo grupo desde que chegou, 
Gosto que você usa roupa masculina e não liga,
E quando coloca um vestido fica tão especial. 
Amo seu senso de humor, 
Ele é único e é só seu. 
Também amo o jeito que você fala 
E senta (no sentido sentar na cadeira, sofá,...)
E é estranha. 
Pra mim você é a garota mais linda da escola, 
Dá banho em qualquer ousada. 
Acho que você só namorou homem errado na sua vida, 
Eles não souberam o tesouro que estavam carregando. 
Eu faria o oposto disto, 
Te trataria como a rainha suprema que você é. 
Eu nunca te trairia ou te trataria mal. 
Eu queria tanto que você me desse uma chance de te fazer feliz, 
E me fazer feliz. 
Porque você é a única garota que me faria feliz. 
Bom, é isso... Vlw blog!


Esta foi o lindo soneto de Canônimo para CindeBella, comentem o que acharam.


Casais improváveis


Continuando na vibe Bradley, alunos vêm desconfiando do comportamento do diretor com a aluna Jennifer Lawrence. Testemunhas disseram que ele dá muita liberdade a ela nas aulas, e que também ela passa muito tempo na sala do diretor. Também nos foi dito que o diretor ficou morrendo de ciúmes quando ela beijou Tom na festa da Katie patricionada pelas Ferreiras do Mar, e que ele chamou a atenção dela pela aposta estúpida. O que vocês acham? Será que há algo entre a doidinha da Jennifer e o professor de estatística vulgo diretor Bradley?