domingo, 19 de maio de 2019
Mais um baby?
Viemos trazer uma notícia que acabou de sair do forninho. Jessica está esperando um filho com o auxílio de uma barriga de aluguel. Ela fez o processo em segredo com a ajuda de um amigo que ofereceu para ser o doador. Não sabemos o quanto que a barriga de aluguel recebeu para carregar o tão esperado baby da ruiva, porém sabemos que ela está com seis semanas. Abaixo temos a reação do Júlio quando ficou sabendo da notícia.
"Você realmente não vê nenhum futuro comigo?" Júlio perguntou sério.
"Como assim?" Jessica perguntou confusa.
"Porque se você visse, você ia ter me cogitado como o doador. Isso sequer chegou a passar pela sua cabeça, né?" Ele falou ressentido.
"Na verdade, sim. Mas eu não achei justo colocar isso nos seus ombros. Esse é um problema meu. Uma deficiência minha. Eu nem sei se vai dar certo... E eu não acho que você queira mais filhos. E mesmo se você quisesse, a gente poderia não dar certo como casal e você se arrependesse." Jessica se explicou.
"Aí você aceita os espermas de um homem gay pra ser o pai do seu filho? Você sabe como esses gays são, eles são expansivos. Eles vão querer decidir tudo sobre a criança." Júlio argumentou.
"Honestamente, existindo uma criança eu não ligo. Eu só quero que dê certo. Se depois eu e o Ricco vivermos em pé de guerra por causa da criação, pra mim ta ótimo. Eu só quero que dê certo." A voz da Jessica falhou mas ela tentou manter a compostura.
"Ai, Jess." Ele pegou a ruiva nos braços que começou a chorar. "Vai dar certo." Ele disse firme.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
You've been cheating on me and I've been cheating on you
- Eu já te trai, sabia?
Chris, que estava de costas para Samantha pegando uma camiseta no armário, virou surpreso para ela e a viu ajoelhada na cama, segurando a coberta com força. Seu coração batia forte com a revelação, porque ele não imaginava onde isso tudo os levaria.
- Por quê? - Perguntou o professor com a voz grave, depois de um tempo.
- Eu não gostava de você. - Ela disse olhando para baixo.
- E por que quis se casar então? - Ele indagou calmo.
- Porque eu não queria ser mãe solteira.
Chris estava com muita raiva, mas procurou se conter, pois, apesar de tudo, Samantha ainda estava doente. Ele sabia que não era nenhum santo, já que traíra a esposa duas vezes. A diferença é que ele zelava pela casa, por ela e pelos seus filhos e enteados. Ela, ao contrário, só se preocupava com os negócios.
- Por que você decidiu me contar isso agora?
- Porque eu te amo! - Ela respondeu calmamente.
Outro baque! Essa, definitivamente, não era a resposta que ele estava esperando. Seu coração começou a bater mais rápido novamente. "Putz!", pensou.
- Talvez você esteja confundindo amor com gratidão. - Ponderou Chris.
- Eu sei o que é amor, Chris. Por incrível que possa parecer, eu já amei.
Outro silêncio. Dessa vez, Sam decidiu quebrá-lo.
- Eu entendo que você não sinta o mesmo. De verdade! Eu sei que não sou fácil.
Depois de poucos segundos, reflexivo com tudo o que havia escutado, o professor, enfim, revelou:
- Eu... Eu também já te traí, Samantha.
Ela abaixou os olhos decepcionada, mas depois olhou para ele e disse calma:
- Eu já imaginava...
Os dois ficaram quietos de novo, até que ela perguntou:
- Posso saber com quem?
- Foi com uma mãe da aula de natação.
- Hmmm... Só ela?
- Só!
Se Chris estava convicto de uma coisa, é que ele não contaria sobre a outra.
- Entendo...
- Eu estava me sentindo sozinho.
- Eu sei. Me desculpa!
Chris nunca tinha visto Samantha daquele jeito. Tão impotente, tão vulnerável. Aquilo era muito estranho.
- Você então não gostava de mim, porque gostava de outro?
- Não. Eu não gostava de você, porque eu sabia que você não gostava de mim e isso me deixava irritada. Visivelmente, você se casou obrigado. - Expôs Sam, de maneira não acusatória.
- Então agora a culpa é minha? - Chris se alterou um pouco.
- Não, eu não disse isso. A culpa é minha! Eu te obriguei a se casar comigo.
- E você não tem como saber dos meus sentimentos. Saber que eu nunca gostei de você. Eu nunca disse isso! - Chris cuspiu as palavras, como se estivesse tentando justificar a si mesmo, ignorando o que Samantha havia acabado de dizer.
- Uma mulher sente essas coisas...
- As pessoas se enganam, sabia?
- Eu não!
- Como você tem tanta certeza disso?
- Eu tenho certeza do mesmo jeito que eu tenho certeza que até hoje você não gosta de mim.
- Ah é? E como você sabe disso?
- Você nem me perguntou com quem eu te traí, enquanto o meu primeiro instinto foi perguntar a mulher com quem você dormiu. A gente só sente ciúmes de quem gosta, Christopher.
Chris ficou um pouco envergonhado. Realmente, ele não estava nem aí para quem tinha sido a pessoa. Ele não sentia ciúmes de Sam com outro homem, só se sentia desrespeitado.
- Com quem foi?
- Com o pai das crianças.
Calvin. Essa revelação deveria causar algo nele, mas não causou nada.
- Enquanto a mulher dele estava grávida?
- Sim!
- Puxa... Coitada!
- Bem, os dois também me colocaram chifres. Aliás, ele me trocou para ficar com ela. - Ela se justificou zangada.
- Não devemos pagar o outro com a mesma moeda.
- Eu não sou moralista!
- É, nem eu, para falar a verdade. - Refletiu Chris.
Silêncio. Sam, então, medindo as palavras, perguntou:
- Você vai sair de casa?
Chris pensou. Aquela era uma boa oportunidade para terminar tudo. Ele não gostava de Samantha e sentia falta de sua liberdade. Ainda assim, aquilo não parecia ser certo. Aquela casa precisava dele. Aquela família precisava dele. Aquela família agora era a sua família.
- Não! - Respondeu ele finalmente.
- Ah! - Samantha pareceu respirar. Esboçou um pequeno sorriso, que ela logo fez questão de fazer desaparecer. Ela estava demonstrando mais emoções do que gostaria.
- Bem - disse Chris colocando a camisa - parece que resolvemos esse problema. - Ele, então, se ajeitou na cama, querendo terminar aquele assunto.
- Parece que sim!
- Vai querer massagem hoje? - Perguntou o professor, se fazendo de sonso, como se nada tivesse acontecido.
- Não. - Ela também se deitou, se ajeitando na cama.
- Ok, então. Boa noite, Samantha!
- Boa noite, Christopher.
Cada um virou a cabeça para um lado. Apesar do peso que havia saído das costas de Sam, ela se sentia muito triste. Chris ficou pensativo. Ele também estava incomodado. Parecia que por mais que tudo estivesse "resolvido", na verdade, eles só jogaram mais poeira para debaixo do tapete. A revelação de Samantha também o incomodara demais. Ela o amava e a verdade é que no momento que ela falou aquilo, ele sabia que não era mentira. Ele virou o corpo, então, na direção dela, a viu encolhida na cama e se perguntou se ela ainda estava acordada. Seu coração pesava e ele sabia que era por causa da culpa que ele sentia por não amá-la e por tê-la traído. Começou a pensar no que ele gostava em Samantha e percebeu que tinha dificuldade de listar. Ele gostava da casa em que morava e, por incrível que pareça, já estava acostumado com a família que ela lhe dera. Ele também gostava de quando ela zelava por Enzo, quando achava que não estava sendo observada. Já a viu cantando a música da tartaruga para ele. Eram momentos muito raros, mas que o deixavam feliz. Com Joanne, ela era um pouco mais fria, porém lembrou de quando ela comprou o DVD do Elton John para a menina, o que deixou a garota doida de felicidade. Ela até assistiu o show junto com a filha e cantarolou algumas canções. Aquilo tinha sido legal, mas, ainda assim, continuavam sendo momentos raros.
Chris também gostava quando ela o chamava de Christopher. Aquilo demonstrava intimidade. Só pessoas muito próximas a ele se sentiam confortáveis para o chamar assim, o que era quase ninguém. Ser chamado de Christopher lembrava certas situações de sua vida. A escola, a mãe dando bronca, a avó o pegando no flagra fazendo coisa errada... É, era legal, mas fora essas coisas, ele não se lembrava mais de nenhuma.
Instintivamente, ele se aproximou de Sam e disse perto de seu ouvido:
- Desculpa!
Ele devia isso a ela. Ele também havia errado. Seu coração ficou mais leve, depois de dizer essas palavras. Ela continuou virada de costas. Devia estar dormindo. Ele, então, colocou um dos braços em cima dela e apertando-a frouxamente, fechou os olhos.
sábado, 13 de abril de 2019
Babysitting
Manuela não parava de chorar. Sua irmã estava louca ao escalá-lo para cuidar da bebê. Ele já havia checado a fralda, tentado dar mamadeira mas nada de sua sobrinha/afilhada parar de chorar. Ele já estava sem ideias do que fazer para acalmá-la. Tom sentou no sofá frustrado com a bebê no seu braço. Ele realmente não estava pronto para ser pai, e aquele momento de derrota era a prova disso. Tom pegou o celular e foi checar as mensagens no WhatsApp, ignorando o choro da sobrinha. Ele passou pela última mensagem de sua namorada, Cheryl. Era de 6 horas atrás, na qual ela dizia que estava a caminho de casa. Porque ele não se importou em responder ele não sabia. Ele não sabia ser um bom namorado, na verdade se ele tinha certeza de uma coisa é que ele era péssimo em relacionamentos. Tom percebeu que Cheryl deixou de se importar com a falta de atenção da sua parte. O que era pra ser um alívio, na verdade o chateava, saber que sua namorada aprendeu a se contentar com pouco. Ele sem pensar ligou pra ela. Cheryl atendeu quase no último toque.
"Oi." Cheryl falou como se tivesse sido interrompida no meio de algo.
"Oi. Chegou bem?" Ele perguntou ignorando que ela já havia informado isso horas atrás.
"O quê?" Cheryl encostou o telefone melhor no ouvido. "Sua sobrinha ta com você?"
"Ta. Os berros dela já estão impossíveis de ignorar. A minha irmã deixou ela comigo e honestamente eu não sei mais o que fazer." Tom desabafou.
"Já tentou ligar pra sua irmã?" Cheryl sugeriu.
"Não. Eu não quero estragar a noite dela." Tom descartou a ideia.
"Humm... e a sua..."
"Você pode vir aqui?" Tom interrompeu a morena.
"Tem certeza?" Cheryl perguntou incerta.
"Por que eu não teria?" Tom retrucou confuso.
"Sei lá."
"Então você vai vir?" Tom perguntou já impaciente com a hesitação da menina.
"Vou." Cheryl concordou, por fim.
"Ok, vou deixar avisado aqui embaixo. Pode subir direto." Ele comunicou.
"Ta bom, daqui a pouco eu to aí." E com isso a ligação encerrou.
Depois de algum tempo Cheryl chegou. Tom abriu a porta para recebê-la e a cumprimentou com um beijo nos lábios. Agora que ela estava ali, ele se sentia melhor.
"A Manu ainda ta chorando?" Cheryl disse ao ouvir os berros da menina.
"Ela não para por nada." Tom respondeu guiando ela pro quarto onde ele tinha deixado a bebê.
"O que o seu dindo fez com você?" Cheryl falou quando viu a bebê, virando pra olhar pro Tom que deu um sorriso pra ela, se divertindo com a brincadeira.
Cheryl pegou a bebê nos braços e trouxe para si.
"Tom, ela ta quente. Ela deve ta com febre." Cheryl avisou balançando ela nos braços.
"Quente? Como eu não percebi isso antes?" Ele levou a mão a testa preocupado.
"Você tem um termômetro?" Cheryl perguntou tentando acalmar a neném.
"Tenho, já volto." Tom correu pra buscar o termômetro e voltou. Quando ele chegou, sua sobrinha já não estava mais chorando. Que mágica Cheryl tinha feito, ele não sabia.
"Como?" Ele perguntou incrédulo.
"Eu tenho um irmão mais novo." Cheryl respondeu como se não fosse grande coisa. "Cadê o termômetro?"
"Aqui." Tom entregou a ela.
Cheryl deitou Manuela na cama com cuidado e posicionou o termômetro com cuidado, segurando seu braço para não sair do lugar.
Tom olhava a cena surpreso. Cheryl realmente tinha jeito com crianças. Ele sabia que ela era uma boa irmã, mas não imaginava que era tão dotada assim com crianças.
"Ela ta com 38,2." Cheryl informou.
"É melhor levar ela pro médico, né?"
"Você pode, mas eu acho que só o antitérmico basta. Crianças nessa idade tem febre o tempo todo. Se amanhã ela amanhecer febril, você leva, ou a sua irmã." Cheryl explicou.
"Tem certeza?" Tom perguntou receoso.
"Se levar ela pro médico vai te dar paz de espírito, então leva. Mas o médico vai falar pra você fazer a mesma coisa que eu falei."
"Ta bom, eu vou ver o que eu tenho aqui."
Tom foi na cozinha e entegou o remédio a Cheryl, que diluiu com cuidado na água e deu pra Manuela numa colher. Apesar de relutante, Cheryl conseguiu que a menina engolisse o remédio.
"Ela deve ta me odiando agora por ter feito ela tomar essa coisa ruim." Cheryl disse balançando a bebê que tinha voltado a chorar.
"É impossível te odiar." Tom retrucou pegando a mãozinha da afilhada e beijando."Desculpa ter te deixado desconfortável por tanto tempo." Ele disse a sobrinha.
"Ela sabe que o tio é enrolado mas tem boas intenções." Cheryl brincou.
"Que bom que você ta aqui." Ele disse sinceramente, dando um selinho longo na namorada e sendo interrompido pela bebê puxando o cabelo da Geordie. Os dois riram.
"Ela ficou com ciúmes do dindo!" Cheryl disse carinhosamente.
"Ela sabe que tem espaço para as duas no meu coração." Tom disse amorosamente para a namorada.
"Oi." Cheryl falou como se tivesse sido interrompida no meio de algo.
"Oi. Chegou bem?" Ele perguntou ignorando que ela já havia informado isso horas atrás.
"O quê?" Cheryl encostou o telefone melhor no ouvido. "Sua sobrinha ta com você?"
"Ta. Os berros dela já estão impossíveis de ignorar. A minha irmã deixou ela comigo e honestamente eu não sei mais o que fazer." Tom desabafou.
"Já tentou ligar pra sua irmã?" Cheryl sugeriu.
"Não. Eu não quero estragar a noite dela." Tom descartou a ideia.
"Humm... e a sua..."
"Você pode vir aqui?" Tom interrompeu a morena.
"Tem certeza?" Cheryl perguntou incerta.
"Por que eu não teria?" Tom retrucou confuso.
"Sei lá."
"Então você vai vir?" Tom perguntou já impaciente com a hesitação da menina.
"Vou." Cheryl concordou, por fim.
"Ok, vou deixar avisado aqui embaixo. Pode subir direto." Ele comunicou.
"Ta bom, daqui a pouco eu to aí." E com isso a ligação encerrou.
Depois de algum tempo Cheryl chegou. Tom abriu a porta para recebê-la e a cumprimentou com um beijo nos lábios. Agora que ela estava ali, ele se sentia melhor.
"A Manu ainda ta chorando?" Cheryl disse ao ouvir os berros da menina.
"Ela não para por nada." Tom respondeu guiando ela pro quarto onde ele tinha deixado a bebê.
"O que o seu dindo fez com você?" Cheryl falou quando viu a bebê, virando pra olhar pro Tom que deu um sorriso pra ela, se divertindo com a brincadeira.
Cheryl pegou a bebê nos braços e trouxe para si.
"Tom, ela ta quente. Ela deve ta com febre." Cheryl avisou balançando ela nos braços.
"Quente? Como eu não percebi isso antes?" Ele levou a mão a testa preocupado.
"Você tem um termômetro?" Cheryl perguntou tentando acalmar a neném.
"Tenho, já volto." Tom correu pra buscar o termômetro e voltou. Quando ele chegou, sua sobrinha já não estava mais chorando. Que mágica Cheryl tinha feito, ele não sabia.
"Como?" Ele perguntou incrédulo.
"Eu tenho um irmão mais novo." Cheryl respondeu como se não fosse grande coisa. "Cadê o termômetro?"
"Aqui." Tom entregou a ela.
Cheryl deitou Manuela na cama com cuidado e posicionou o termômetro com cuidado, segurando seu braço para não sair do lugar.
Tom olhava a cena surpreso. Cheryl realmente tinha jeito com crianças. Ele sabia que ela era uma boa irmã, mas não imaginava que era tão dotada assim com crianças.
"Ela ta com 38,2." Cheryl informou.
"É melhor levar ela pro médico, né?"
"Você pode, mas eu acho que só o antitérmico basta. Crianças nessa idade tem febre o tempo todo. Se amanhã ela amanhecer febril, você leva, ou a sua irmã." Cheryl explicou.
"Tem certeza?" Tom perguntou receoso.
"Se levar ela pro médico vai te dar paz de espírito, então leva. Mas o médico vai falar pra você fazer a mesma coisa que eu falei."
"Ta bom, eu vou ver o que eu tenho aqui."
Tom foi na cozinha e entegou o remédio a Cheryl, que diluiu com cuidado na água e deu pra Manuela numa colher. Apesar de relutante, Cheryl conseguiu que a menina engolisse o remédio.
"Ela deve ta me odiando agora por ter feito ela tomar essa coisa ruim." Cheryl disse balançando a bebê que tinha voltado a chorar.
"É impossível te odiar." Tom retrucou pegando a mãozinha da afilhada e beijando."Desculpa ter te deixado desconfortável por tanto tempo." Ele disse a sobrinha.
"Ela sabe que o tio é enrolado mas tem boas intenções." Cheryl brincou.
"Que bom que você ta aqui." Ele disse sinceramente, dando um selinho longo na namorada e sendo interrompido pela bebê puxando o cabelo da Geordie. Os dois riram.
"Ela ficou com ciúmes do dindo!" Cheryl disse carinhosamente.
"Ela sabe que tem espaço para as duas no meu coração." Tom disse amorosamente para a namorada.
terça-feira, 2 de abril de 2019
Teatro do improviso
Enquanto Nick e Natalie conversavam e riam, Megan observava tudo de longe com muita raiva. Para a rainha do quarto ano, Nick estava fazendo aquilo para provocá-la, o que era ridículo, porque ela nem gostava dele. O que a deixava mais irada era ele ter escolhido justamente a Natalie para isso. Aquela sonsa já se acha melhor do que ela. Agora então... Aquilo era uma falta de respeito completa! Se o Nick realmente ligasse para ela, teria escolhido outra e não a que desperta todas as inseguranças escondidas de Megan.
Todas essas sensações para a garota eram difíceis de se lidar, pois foram reprimidas com sucesso na
sua pré-adolescência e substituídas por um excesso de segurança invejável. Porém, ultimamente, parece que seus esforços para suprimir essas inseguranças não têm dado muito certo. A época de ouro de Megan tinha passado. Outras sucessoras tomaram o seu lugar e ela lidava até bem com isso. O problema era a porcaria da Natalie tomando seu lugar na sua sala. Isso não! Isso não estava certo mesmo. Mas diferentemente das garotas que sentam no canto da sala e choram até não poderem mais por causa de suas hesitações, Megan possuía mais amor próprio. E confiança também.
Como eu posso mandar meu recado de... Nick?! Queridinha, olha aqui eu com o seu amado... Dexter? Dexter não. Dexter é muito piranho. Qualquer uma consegue dar uns pegas no Dexter.
Jake!
Aaaah, mas seria muito estranho. Quer dizer, fazia anos, mas muitos anos mesmo que eles não ficavam. E da última vez não deu lá muito certo. Claro que se houvesse um revival, ela não ficaria apaixonadinha como no passado. Esta é uma nova Megan!
É, pode ser. E meio que seria bom relembrar os... Ah, m***a! Ele namora a Jane. Mas que po***! Jane atrapalhou tudo.
Next!
Sem Dexter, sem Jake, quem sobra então? ..................... Tem o Carlisle. Argh! Nojo! Carlisle é chato e difícil, então não! Mas quem? Quem? ...................................................................................................
Só tem o Carlisle! Talvez seja melhor voltar para o Dexter! Mas o Dexter ela não vai ligar. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Carlisle então.
Ok, mas o que fazer? Bem, eles não precisam fazer nada demais, apenas o suficiente para ela mandar uma mensagem para Natalie e sua turma: você conseguiu o Nick? Que seja! Se eu quiser, eu tiro seu Carlislezinho de você! Ela não precisa, de fato, tirar. É só a mensagem que importa. Se todos acreditarem, ela ganha sua respeitabilidade de volta.
Claro que também havia a possibilidade dela aceitar o Nick ou iludi-lo de novo. Isso certamente era mais fácil do que tentar forjar alguma conexão com o Carlisle, mas seu amor próprio não aceitava essa solução. O Nick tinha sido um traíra, então mesmo que fosse mais fácil, daquela água ela não beberia mais. E que água... Nick era esquisito, super bobão e não tinha a aparência de um galã de cinema, porém o jeito intenso como ele a agarrava para beijá-la; aquele beijo cheio de vontade e aquela masculinidade que emana dele nesses momentos, que ela quase nunca viu em outro homem... Ah, não! Melhor parar de pensar nisso, porque aquilo já estava a deixando... não, não era só excitação. Whatever! Ok, foco! Plano Carlisle! O que ela poderia fazer?
Hmmmm... Se aproximar, participar mais das aulas pra depois... Ah, não! Isso demoraria muito. Sem contar que todos os planos que envolvem o Carlisle são longos, chatos e normalmente não dão em nada, porque a pessoa se cansa só de pensar. Com o Carlisle é assim... improviso e improviso. Vamos ver no que dá. Mas não pode parecer que ela só fez aquilo por ciúmes do Nick com a Natalie. O pessoal tem que pensar que eles já tiveram uma história e que essa história meio que nunca teve um ponto final.
Ok! Vamos lá. É agora ou nunca!
Megan se direcionou à toca do Carlisle, também conhecida como sala da Ellie, bateu a porta e sem esperar resposta, entrou.
Carlisle e Ellie estavam jogando xadrez. Ellie olhava para as peças com a testa franzida, enquanto Carlisle olhava para a conselheira compenetrado.
Ai, coitada da Ellie!
Os dois se viraram para Megan e Ellie perguntou animada:
- Veio aqui para alguma orientação?
Coitada. Ela estava presa naquele jogo de xadrez chato, doida para terminar e quando viu uma pessoa entrando, já aproveitou para se livrar daquilo. Nossa, como o Carlisle é insuportável!
- Na verdade, eu queria conversar com o Carlisle... Em particular, se você não se importar.
- Tudo bem, sem problemas! Eu vou pegar um café e daqui a pouco eu volto.
Coitada da Ellie! Mesmo tendo expulsado a mulher da própria sala, ela saiu de bom grado, doida para se livrar daquele jogo chato.
- Então vocês ficam jogando xadrez aqui...
- Na verdade vai além do jogo. O xadrez não é um jogo só de estratégia. Você também precisa entender o pensamento do outro para que assim, você possa...
Nossa, que explicação chata! Por que ela começou falando de xadrez? Agora vai ter que escutar isso! Carlisle é o único homem que fica praticamente trancafiado com uma mulher quase todos os dias numa sala que quase ninguém visita e que a mulher não sente vontade nenhuma de tirar a roupa e se jogar em cima dele. Pobre, Ellie!
- ... o que ajuda muito a nós psicólogos entendermos a mente das pessoas. Um bom psicólogo fica ainda melhor quando é um bom jogador de xadrez. Mas bem, você não veio aqui para saber sobre isso. Sobre o que você quer conversar?
Droga! Esse é o problema do improviso. É que chegam esses momentos e a pessoa não sabe o que responder para uma pergunta tão simples.
Um sonho?
- Um sonho?
- É, um sonho! E como você é psicólogo, queria saber se você consegue interpretar ele, porque eu tenho tido esse sonho frequentemente nos últimos tempos.
- Olha, Megan, eu não sou especialista em interpretação de sonhos. Na verdade, eu entendo muito pouco sobre isso, mas posso tentar te ajudar. Só não leve muito a sério o que eu disser.
- Bem, começa assim.. Eu to no quarto, deitada na cama. Eu tento me levantar, mas não consigo me mexer...
Cara, por que um sonho, véio?
- Aí a cama vai afundando até que eu caio no mar...
Aonde eu vou chegar com essa história? Ela precisa de um propósito ou então eu vou ter que escutar uma análise chata do Carlisle sobre esse sonho fake.
- ... e aí eu começo a me afogar e quando eu estou quase perdendo a consciência, alguém me salva. E esse alguém é você.
Tosco, muito tosco!
Carlisle riu:
- Quanto tempo você demorou para inventar essa história?
- Inventar? Não, eu to falando muito sério.
Até ele percebeu... Muito tosco!
- Ok! - Ele continuou rindo. - Vamos lá... Bem, seu sonho significa que você se sente perdida e no final percebe que precisa de um psicólogo. - Ele riu ainda mais.
- Bonito, Carlisle ! Pode zombar o quanto quiser! - Ela falou segurando o riso, não porque achou o professor engraçado, mas porque o sonho realmente era muito tosco. Parecia que tinha sido inventado por uma criança de 5 anos. E talvez porque ele rindo também desse vontade nela de rir. - Ok! - Ela finalmente riu. - O sonho é mentira! Mas eu só inventei isso, porque eu queria ficar perto de você. - A garota falou sério a última parte e se aproximou de Carlisle.
- Megan. - Repreendeu Carlisle.
- Não é que eu te queira como namorado ou algo do tipo, mas eu tenho que confessar, Carlisle: você beija muito bem. - Ela se aproximou mais.
Megan reparou um problema de logística. O mongoloide do Carlisle estava sentado, o que atrapalhava a ação dela. Ela poderia sentar em cima dele virada em sua direção, mas a mesa como o xadrez atrapalhava as coisas. Ela também poderia jogar o tabuleiro no chão e subir na mesa, mas ainda assim, logisticamente seria complicado, porque ela teria que se posicionar bem para poder beijá-lo e ele simplesmente poderia levantar e dificultar as coisas. Ela queria cercá-lo, de maneira que
ele não pudesse fugir dela. Megan simplesmente percebeu que criar um plano demorado para conquistar Carlisle daria muito trabalho. Era mais fácil criar uma situação de ataque e tascar um beijo logo. Mesmo que ele negasse, o que provavelmente ele faria, afinal Carlisle é chato, o elefante branco seria instaurado e ela só precisava dessa vibe para a turma desconfiar de alguma coisa. A desconfiança já era o suficiente. Claro que o professor é um bom dissimulador. Ela já o vira dissimular inúmeras vezes, mas Megan também era boa quando se tratava em deixar alguém desconfortável. Ele é tímido e isso era uma vantagem que ela iria aproveitar.
Megan passou do lado da mesa de xadrez e olhando diretamente para Carlisle, pegou uma peça aleatória, derrubou o rei e parou ao lado da cadeira dele. Ela girou a cadeira para a direção dela e falou:
- Xeque-mate!
Sentar nele então.
- Depois diz que não tem performance. - Ele falou de maneira convencida.
Viado, filho da p**a!
Ela não falou nada e sentou em cima dele. Carlisle arregalou os olhos surpreso e disse:
- Megan, eu tenho namorada!
WHAAAAAAAAAAT? Como assim namorada?
- Eu não ligo!
E tascou-lhe um beijo, que foi prontamente interrompido por Carlisle.
- Vocês não têm limites! Sai, Megan, que eu quero levantar! - Ele disse ajudando ela a sair de cima dele.
O plano não tinha dado tão certo assim. Ele estava irritado e não era essa vibe que ela queria.
- Qual é o problema?
- Você não escutou? Eu disse que tenho namorada!
- Sei... Uma namorada que ninguém nunca ouviu falar, né? Que conveniente!
- Alunos nunca ouviram falar. - Corrigiu Carlisle.
- E quem é então?
- Giovanna.
- Giovanna mãe do Zac?
- Megan, eu já to te dando mais explicações do que você merece, mas sim, é ela.
- Aaaaah, desculpa! Eu não sabia.
- Mas eu te avisei.
- É que eu não acreditei.
- Ok, Megan, você já pode sair.
Ele estava bravo e isso não era bom. Era preciso consertar o estrago, mas como?
- Olha, me desculpa de verdade! Eu não sabia que você ia ficar assim.
- O problema Megan é a sua infantilidade! Você não fez isso, porque gosta de mim ou alguma coisa do tipo. Nessa situação, eu até te entenderia e não ficaria bravo. O problema é que você fez isso por uma brincadeira idiota e essa brincadeirinha fez com que eu traísse a minha namorada.
- Trair? Querido, a gente se beijou por no máximo 2 segundos e você me empurrou logo em seguida. Isso pra você é traição?
- Eu não sei... - Ele olhou para baixo.
Mas não é possível. Que mala! Se um cara agarra a namorada dele e a beija sem que ela queira, ele considera isso traição? Nossa, o Carlisle é patético. Pior do que ela havia pensando. A não ser... A não ser... NÃO! HAHAHAHA A não ser que ele tenha gostado e quisesse mais... Aí, realmente, na mente de um santo isso pode ser considerado traição.
- Olha, ao contrário do que você pensa eu não quis brincar com você! Eu fui impulsiva? Fui! Mas eu te beijei, porque eu quis e falo isso com tranquilidade.
Carlisle ficou olhando para Megan desconfiado. Eles ficaram em silêncio por um momento, até que ele perguntou:
- Você gosta de mim então?
Elefante.
- Gostar é uma palavra muito forte. Tesão seria a palavra mais correta.
Muito.
- Entendi. - Ele olhou para baixo vermelho.
Grande.
- Mas eu já entendi o recado. Você tem namorada. Desculpa não ter te respeitado da primeira vez que você falou. A vontade falou mais alto.
Ele assentiu com a cabeça. Os dois ficaram quietos novamente. Megan o quebrou dizendo:
- Então falou, Carlisle! Até logo!
Megan saiu vitoriosa! O que ela gostava em homens como Carlisle e Bradley é que a timidez deles tornava tudo mais divertido. Homens como Chris, Tom e Andrew são confiantes demais para serem controlados desse jeito. Para uma mulher poderosa como ela, caras envergonhados são mais fáceis de brincar.
No fim, tudo havia saído melhor do que ela tinha imaginado. Megan, pela primeira vez na sua vida, estava morrendo de vontade de ter uma aula do Carlisle.
terça-feira, 26 de março de 2019
Baby is coming...
Nós meio que já sabíamos que mais cedo ou mais tarde ela engravidaria, então não há muita novidade nisso. Entretanto, o que nos surpreendeu são os possíveis pais do bebê, porque quando se trata de piranha, a lista é gigantesca. De acordo com a própria Naya, esse são os nomes que devem se preocupar com a paternidade:
1- Zac Efron
2- Jamie Dornan
3- Will Bloom (antigo inspetor)
4- Aaron Taylor-Johnson
5- Adam Devine
Para que não haja dúvidas, todos presentes na lista, de fato, dormiram com a Naya; cada um com a sua desculpa história do motivo pelo qual fizeram o que fizeram.
Naya ainda não decidiu se terá o filho ou se fará um aborto. De qualquer forma, qualquer que seja a decisão dela, ficaremos esperando a Katie se meter na história defendendo o feto.
segunda-feira, 25 de março de 2019
Família, família. Papai, mamãe, titia ♫
(A notícia foi traduzida por questão de praticidade)
Aniversário do Asa, 16h54min: Asa e Alan estavam na sala jogando videogame, Crystall e Sophie do lado de fora brincando de chá da tarde com suas bonecas, enquanto Antonella, John, Andrew, June e Irene estavam reunidos em círculo, sentados a mesa, tomando chá gelado e pegando o sol do final da tarde.
(...)
June: Quantos meses?
Antonella: Seis meses e meio.
John: Está passando muito rápido.
June: Andrew me contou que é uma menina.
Antonella: Sim!
June: E já tem nome?
John e Antonella se entreolharam.
John: Estamos discutindo as possibilidades.
Seraphine: Aproveitem esse momento, porque é a melhor parte e a mais curta também.
June: Fale por você, porque pra mim foi um inferno ficar grávida! E olha que eu tive quatro. Cada vez foi pior que a outra. Eu fiquei toda inchada, gorda, com o peito todo caído e ainda fiquei com a cicatriz da cesariana, porque o último fez o favor de não nascer de parto normal.
Antonella: Mas a parte da gravidez é mais fácil do que quando o bebê nasce. Aí é que as coisas apertam.
June: Aí adeus vida!
Seraphine: Mas depois quando crescem, a gente percebe que valeu muito a pena.
June: Nem sempre, mocinha. Nem sempre...
Antonella olhou para Andrew para ver como ele estava reagindo a tudo aquilo, mas percebeu que ele nem parecia prestar atenção a conversa.
June: Mas quantos anos têm as suas crianças?
Seraphine: Quatro.
June pensativa: Quatro é o número da besta.
Seraphine assentiu sem entender nada.

Antonella: É (concordou tentando desviar a atenção do comentário de June), mas os dois são ótimos!
São dois anjos.
Seraphine: São sim! Desde que... (sua voz embargou e ela engoliu em seco) Desde que o pai deles se foi, os dois têm mostrado uma força incrível. Inclusive, são os dois que têm me dado força para prosseguir.
John: Você é mais forte do que você pensa, mana.
Seraphine: Obrigada, irmãozão! Inclusive, eu quero agradecer a você e a Antonella pela hospitalidade. Eu sei que as crianças e eu estamos dando trabalho, principalmente em um momento tão agitado como a gravidez...
Antonella: Imagina!
Seraphine: ... mas vocês e as crianças nos receberam tão bem. Obrigada, de coração.
June: Faz quanto tempo que seu marido morreu?
Andrew com voz de censura: Mãe!
Seraphine: Não, tudo bem (ela disse olhando Andrew para depois dirigir o olhar para June). Seis meses, senhora!
June: E você já ta aberta pra conhecer novas pessoas?

Andrew censurando outra vez, só que mais firme: Mãe!
June: Mãe é o cara***! Vai se f***r! Não to fazendo nada demais! Deixa eu perguntar!
Seraphine se apressou logo dizendo: Eu acho que ainda ta muito cedo pra isso.
June: Melhor cedo do que tarde. Outra pessoa para ficar junto ajuda muito na hora do luto.
Seraphine: Acho que por enquanto eu quero ficar tranquila com a minha família.
June: Se você acha melhor... Mas eu to te dizendo: quanto mais tempo você se fechar para um novo parceiro, menos você vai querer um.
Seraphine: E isso não é bom?
June: É horrível, porque depois a pessoa fica sozinha pra sempre. Você vê o meu filho aqui... divorciou e não fica com mais ninguém.
Antonella: Na verdade, June, seu filho está saindo com alguém, não é, Andrew? (Andrew já estava se preparando para dizer que ele e a Christine não tinham nada sério, quando Antonella complementou). Com a Jéssica!
June resmungou: Mais outra vadia pra entrar pra coleção!
Andrew: Primeiro, ela não é vadia e segundo: eu não to saindo com ela.
Antonella: Não é o que estão dizendo na escola.
Andrew: E por que esse povo saberia algo da minha vida?
Antonella: Então por que todo mundo ta falando a mesma coisa?
Andrew: E além do mais, ela é a ex-mulher do Bradley.
Antonella: E por acaso você liga pra isso?
Andrew na defensiva: Mas é claro que sim!
June corrigindo o filho: Mas é claro que não. Andrew só liga pro bel-prazer. É um dos filhos mais mau caráter que eu tenho. Puxou o pai, claro!
Antonella: Ok... Mas se não é a Jéssica, então é a Christine.
Andrew: A Christine sim (ele mentiu).
June: Christine? Mas que nome de prostituta!
John: Eu gosto desse nome. Mas por que você não trouxe ela?
Andrew: Ela ta cuidando dos filhos.
Seraphine: Quantos filhos ela tem?
Andrew: Cinco.
June pensativa: Cinco é o número da besta.
Andrew revirando os olhos: Sim, mãe, é sim!
Seraphine: E você acha que tem futuro?
Andrew: O futuro a Deus pertence.
Antonella: Acho que sim. Vocês já estão há muito tempo juntos.
Andrew: Quem sabe?
Seraphine: Ela é divorciada ou viúva?
Andrew: Divorciada.
Seraphine: Ela deve ser maravilhosa então. Cuidar de cinco crianças não deve ser nada fácil.
Andrew: Ela é! De alguma forma, ela consegue administrar tudo.
Seraphine: Uau! Eu com dois filhos não consigo lidar direito com tanta responsabilidade. Imagina ela...
Andrew repousou a mão no ombro de Seraphine: Não coloque isso na sua cabeça. Você está se saindo muito bem!
June cochichando para Antonella e John: Iiiiih! Daqui a pouco ele vai ficar de olho na sua cunhada. Conheço bem a peça. Ele adora uma morena!
John franziu a testa, olhando desconfiadamente para Andrew: Achei que ele gostasse das loiras.
June: Que nada! A Antonella foi uma exceção.
Antonella arqueou a sobrancelha rindo da cara de John.
Seraphine: Meu marido queria família cheia também. Uns cinco filhos para ele seria um sonho.
June: Esses homens adoram engravidar as mulheres, porque não são eles que carregam o bebê por nove meses. Sem contar os peitos que caem, as cicatrizes da cesárea...
Seraphine: Verdade...
June: Mas você vai querer ter cinco filhos?
Seraphine: Não! Ainda mais sem marido...
June: Ué, mas o que aconteceu com ele?
Seraphine surpresa com a pergunta: Ele morreu.
June: Morreu? Ah, que horror!
Andrew e Antonella, então, se entreolharam preocupados com o que tinham acabado de ouvir.
**********
Chegando em casa, se preparando para dormir, June e Andrew estavam comentando os ocorridos da reunião, quando ela falou:
June: Nossa, filho, o marido da Antonella ta cada dia mais feio.
Andrew riu: Coitado!
June: Olha, eu não sei como ela te trocou por ele. Você é muito mais bonito.
Andrew: Puxei o papai.
June: Ah, seu filho da p**a, fala isso mesmo. Seu pai é feio que dói e você sabe disso.
Andrew revirou os olhos rindo.
June: Aliás, eu achei bonitinho a Antonella querendo te defender.
Andrew: Defender do quê?
June: Quando eu falei que você tava sozinho. Ela se apressou pra dizer que você tinha alguém e ainda aproveitou pra descobrir informações. Você sabe o que eu acho sobre isso...
Andrew: Na verdade não sei e nem quero saber! E eu não acho que ela quis me defender não. Isso daí é a culpa que ela sente por eu estar sozinho até hoje, o que é ridículo, aliás.
June: É, pode ser, porque depois quando eu fui colocar fogo no parquinho falando de você e da viúva, a Antonella reagiu bem. Quem não gostou foi o barba nojenta.
Andrew: Por que você falou isso?
June: Eu queria ver a reação dela, ué. Se ela sentiria ciúmes, sei lá.
Andrew: Pra quê? Mãe, a mulher ta grávida, a gente se separou há maior tempão... Não tem mais necessidade disso. A gente não vai voltar!
June: Eu sei, eu sei. Mesmo assim é bom saber dessas coisas.
Andrew: Pra quê?
June: Porque é! Olha, é melhor a gente dormir. Boa noite!
Andrew: A bênção.
June: Deus o abençoe!
Andrew, então, deitou ao lado de sua mãe e não pensou mais no assunto. Sua cabeça já era outros dilemas polêmicos demais para serem revelados... Por enquanto.
Legenda:
Seraphine (irmã de John)
June (mãe de Andrew)
Aniversário do Asa, 16h54min: Asa e Alan estavam na sala jogando videogame, Crystall e Sophie do lado de fora brincando de chá da tarde com suas bonecas, enquanto Antonella, John, Andrew, June e Irene estavam reunidos em círculo, sentados a mesa, tomando chá gelado e pegando o sol do final da tarde.
(...)
June: Quantos meses?
Antonella: Seis meses e meio.
John: Está passando muito rápido.
June: Andrew me contou que é uma menina.
Antonella: Sim!
June: E já tem nome?
John e Antonella se entreolharam.
John: Estamos discutindo as possibilidades.
Seraphine: Aproveitem esse momento, porque é a melhor parte e a mais curta também.
June: Fale por você, porque pra mim foi um inferno ficar grávida! E olha que eu tive quatro. Cada vez foi pior que a outra. Eu fiquei toda inchada, gorda, com o peito todo caído e ainda fiquei com a cicatriz da cesariana, porque o último fez o favor de não nascer de parto normal.
Antonella: Mas a parte da gravidez é mais fácil do que quando o bebê nasce. Aí é que as coisas apertam.
June: Aí adeus vida!Seraphine: Mas depois quando crescem, a gente percebe que valeu muito a pena.
June: Nem sempre, mocinha. Nem sempre...
Antonella olhou para Andrew para ver como ele estava reagindo a tudo aquilo, mas percebeu que ele nem parecia prestar atenção a conversa.
June: Mas quantos anos têm as suas crianças?
Seraphine: Quatro.
June pensativa: Quatro é o número da besta.
Seraphine assentiu sem entender nada.

Antonella: É (concordou tentando desviar a atenção do comentário de June), mas os dois são ótimos!
São dois anjos.
Seraphine: São sim! Desde que... (sua voz embargou e ela engoliu em seco) Desde que o pai deles se foi, os dois têm mostrado uma força incrível. Inclusive, são os dois que têm me dado força para prosseguir.
John: Você é mais forte do que você pensa, mana.
Seraphine: Obrigada, irmãozão! Inclusive, eu quero agradecer a você e a Antonella pela hospitalidade. Eu sei que as crianças e eu estamos dando trabalho, principalmente em um momento tão agitado como a gravidez...
Antonella: Imagina!
Seraphine: ... mas vocês e as crianças nos receberam tão bem. Obrigada, de coração.
June: Faz quanto tempo que seu marido morreu?
Andrew com voz de censura: Mãe!
Seraphine: Não, tudo bem (ela disse olhando Andrew para depois dirigir o olhar para June). Seis meses, senhora!
June: E você já ta aberta pra conhecer novas pessoas?

Andrew censurando outra vez, só que mais firme: Mãe!
June: Mãe é o cara***! Vai se f***r! Não to fazendo nada demais! Deixa eu perguntar!
Seraphine se apressou logo dizendo: Eu acho que ainda ta muito cedo pra isso.
June: Melhor cedo do que tarde. Outra pessoa para ficar junto ajuda muito na hora do luto.
Seraphine: Acho que por enquanto eu quero ficar tranquila com a minha família.
June: Se você acha melhor... Mas eu to te dizendo: quanto mais tempo você se fechar para um novo parceiro, menos você vai querer um.
Seraphine: E isso não é bom?
June: É horrível, porque depois a pessoa fica sozinha pra sempre. Você vê o meu filho aqui... divorciou e não fica com mais ninguém.
Antonella: Na verdade, June, seu filho está saindo com alguém, não é, Andrew? (Andrew já estava se preparando para dizer que ele e a Christine não tinham nada sério, quando Antonella complementou). Com a Jéssica!
June resmungou: Mais outra vadia pra entrar pra coleção!
Andrew: Primeiro, ela não é vadia e segundo: eu não to saindo com ela.
Antonella: Não é o que estão dizendo na escola.
Andrew: E por que esse povo saberia algo da minha vida?
Antonella: Então por que todo mundo ta falando a mesma coisa?
Andrew: E além do mais, ela é a ex-mulher do Bradley.
Antonella: E por acaso você liga pra isso?
Andrew na defensiva: Mas é claro que sim!
June corrigindo o filho: Mas é claro que não. Andrew só liga pro bel-prazer. É um dos filhos mais mau caráter que eu tenho. Puxou o pai, claro!
Antonella: Ok... Mas se não é a Jéssica, então é a Christine.
Andrew: A Christine sim (ele mentiu).
June: Christine? Mas que nome de prostituta!
John: Eu gosto desse nome. Mas por que você não trouxe ela?
Andrew: Ela ta cuidando dos filhos.
Seraphine: Quantos filhos ela tem?
Andrew: Cinco.
June pensativa: Cinco é o número da besta.
Andrew revirando os olhos: Sim, mãe, é sim!
Seraphine: E você acha que tem futuro?
Andrew: O futuro a Deus pertence.
Antonella: Acho que sim. Vocês já estão há muito tempo juntos.
Andrew: Quem sabe?
Seraphine: Ela é divorciada ou viúva?
Andrew: Divorciada.
Seraphine: Ela deve ser maravilhosa então. Cuidar de cinco crianças não deve ser nada fácil.
Andrew: Ela é! De alguma forma, ela consegue administrar tudo.
Seraphine: Uau! Eu com dois filhos não consigo lidar direito com tanta responsabilidade. Imagina ela...
Andrew repousou a mão no ombro de Seraphine: Não coloque isso na sua cabeça. Você está se saindo muito bem!
June cochichando para Antonella e John: Iiiiih! Daqui a pouco ele vai ficar de olho na sua cunhada. Conheço bem a peça. Ele adora uma morena!
John franziu a testa, olhando desconfiadamente para Andrew: Achei que ele gostasse das loiras.
June: Que nada! A Antonella foi uma exceção.
Antonella arqueou a sobrancelha rindo da cara de John.
Seraphine: Meu marido queria família cheia também. Uns cinco filhos para ele seria um sonho.
June: Esses homens adoram engravidar as mulheres, porque não são eles que carregam o bebê por nove meses. Sem contar os peitos que caem, as cicatrizes da cesárea...
Seraphine: Verdade...
June: Mas você vai querer ter cinco filhos?
Seraphine: Não! Ainda mais sem marido...
Seraphine surpresa com a pergunta: Ele morreu.
June: Morreu? Ah, que horror!
Andrew e Antonella, então, se entreolharam preocupados com o que tinham acabado de ouvir.
**********
Chegando em casa, se preparando para dormir, June e Andrew estavam comentando os ocorridos da reunião, quando ela falou:
June: Nossa, filho, o marido da Antonella ta cada dia mais feio.
Andrew riu: Coitado!
June: Olha, eu não sei como ela te trocou por ele. Você é muito mais bonito.
Andrew: Puxei o papai.
June: Ah, seu filho da p**a, fala isso mesmo. Seu pai é feio que dói e você sabe disso.
Andrew revirou os olhos rindo.
June: Aliás, eu achei bonitinho a Antonella querendo te defender.
Andrew: Defender do quê?
June: Quando eu falei que você tava sozinho. Ela se apressou pra dizer que você tinha alguém e ainda aproveitou pra descobrir informações. Você sabe o que eu acho sobre isso...
Andrew: Na verdade não sei e nem quero saber! E eu não acho que ela quis me defender não. Isso daí é a culpa que ela sente por eu estar sozinho até hoje, o que é ridículo, aliás.
June: É, pode ser, porque depois quando eu fui colocar fogo no parquinho falando de você e da viúva, a Antonella reagiu bem. Quem não gostou foi o barba nojenta.
Andrew: Por que você falou isso?
June: Eu queria ver a reação dela, ué. Se ela sentiria ciúmes, sei lá.
Andrew: Pra quê? Mãe, a mulher ta grávida, a gente se separou há maior tempão... Não tem mais necessidade disso. A gente não vai voltar!
June: Eu sei, eu sei. Mesmo assim é bom saber dessas coisas.
Andrew: Pra quê?
June: Porque é! Olha, é melhor a gente dormir. Boa noite!
Andrew: A bênção.
June: Deus o abençoe!
Andrew, então, deitou ao lado de sua mãe e não pensou mais no assunto. Sua cabeça já era outros dilemas polêmicos demais para serem revelados... Por enquanto.
Wedding bells
Adivinha quem acabou de ficar noiva e agora está começando a se preocupar com os preparativos do casamento? Se você chutou Luciana, você acertou!
Agora a pergunta que não quer calar: foi com o Francis ou com o Sebastian?
E a resposta é... com nenhum dos dois!
É isso mesmo que você leu. Luciana arrumou outro pretendente e preferiu ele aos primos. Quer saber o que aconteceu? Explicamos!
A mãe e o pai de Luciana vendo que a menina estava muito confusa em relação à escolha, não porque os candidatos eram muito bons, mas porque ela estava em dúvida do menos pior, decidiram aumentar o leque de opções. Acontece que esse universo dos mais ricos do mundo não tem lá muita gente, restando como poucas alternativas homens ou muito mais velhos ou muito mais novos do que a filha. Entretanto, alcançando um meio-termo, os dois se lembraram de Dylan, um americano apenas três anos mais novo que Luci.
Ambos já se conheciam, porém não tinham muito contato, então durante 6 meses estreitaram os laços e no fim ela decidiu que ele seria o escolhido.
Numa conversa muito emocionante com sua mãe que acalmou a garota dizendo que ela não precisava tomar uma decisão naquele momento, Luciana resolveu seguir adiante com o plano de casamento. Explicamos novamente! A mãe da menina é muito preocupada com a felicidade da filha, mas seu pai sente mais urgência no casamento, já que a família Ferreira do Mar até a ocasião não possui nenhum herdeiro. Sem contar que cada vez mais, Patrícia e Luciana estão sendo inseridas nos negócios da família que precisa delas para dar continuidade, caso algo aconteça com seus pais. Por esta e outras razões que aqui não cabem ser ditas, já que se trata de um mundo muito complexo, cheio de ameaças, intrigas e poder, o pai de Luci quer sua filha com um pretendente acertado.
A família Valois surpreendida com a notícia ia encaminhar seus filhos a seus países de origem, mas como o jogo acaba só quando termina, decidiram deixá-los aqui, caso Luciana mude de ideia. A garota ainda tem como voltar atrás da sua decisão, já que o noivado deve durar no mínimo 1 ano.
Até lá ainda há muita água para rolar, mas nós, estudantes do Cavalinho Feliz, não temos como deixar de ficarmos emocionados ao ver aquela menina que muitos conheceram com somente dois anos de idade já estar noiva. Desejamos felicidades ao mais novo casal e esperamos que tenha sido a escolha certa. E para aqueles que estão na dúvida: sim, Dylan estudará em nossa escola o mais breve possível.
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